Intervenções com efeito medido
Registre o que a escola fez por um aluno em risco e veja, ao lado, o que o score de risco de evasão fez entre a leitura do início e a da janela. Quando falta número de um dos lados, a tela diz "não mensurável" e explica por quê, em vez de mostrar zero. Faz parte da vertical de Educação, opcional e desligada até um administrador ligar.
A tela de Educação ganha o bloco Intervenções e efeito medido, logo abaixo do bloco de risco de evasão. Ele existe por um motivo simples: ligar para a família, marcar a tutoria e revisar a bolsa viram rotina que ninguém sabe avaliar quando não há, do lado, duas leituras do mesmo número. Intervenção sem efeito medido vira ritual.
Como funciona: duas fotografias do risco
Quando você registra uma intervenção, o sistema congela na hora a leitura atual do score de risco de evasão daquele aluno: é o antes. Junto, você declara a janela de medição em dias, que é a promessa de olhar de novo. Quando a janela vence, o sistema tira sozinho a segunda leitura: é o depois. A coluna Variação observada mostra a diferença entre as duas.
As duas fotografias não são números soltos: cada uma aponta para a linha do histórico de risco que a comprova, com a versão do modelo, os pesos e as entradas daquele dia. É o que permite responder, meses depois, de onde veio cada ponta da comparação.
A variação é observada, nunca causal
O que a tela mostra é o que o número fez naquele período, não o que a intervenção causou. Entre uma leitura e outra houve aula, prova, boleto, feriado e vida. Por isso o painel nunca diz "a tutoria reduziu o risco em 15 pontos": ele diz que o risco foi observado menor, e mantém o aviso à vista o tempo todo. Use como sinal para olhar mais de perto, não como prova.
Não mensurável nunca vira zero
Se a leitura do início ou a do fim não tiver número, não existe o que comparar. O score de risco fica sem número quando nenhuma das seis dimensões tinha dado, e nesse caso a tela mostra "não mensurável" com o motivo escrito: não havia leitura no início, a leitura não tinha dimensão nenhuma, ainda não houve leitura nova. Nunca aparece zero e nunca aparece "sem efeito": não deu para medir e mediu e não mudou são coisas diferentes, e confundir as duas seria fabricar resultado.
A regra vale também no banco de dados: uma variação só pode existir quando a comparação foi de fato observada. Não há como gravar um zero disfarçado, nem por caminho técnico.
Modelo diferente não se compara
Se a versão do modelo de risco mudou entre as duas leituras, a tela mostra "comparação inválida" e não informa variação nenhuma. Duas réguas diferentes não se subtraem, e o resultado pareceria um número apurado sem ser.
O resumo por tipo, que é a pergunta real da coordenação
A tabela por tipo responde "a tutoria adianta alguma coisa?" do jeito que dá para defender numa reunião: quantas vezes foi feita, quantas foram comparáveis, qual foi a variação média nessas, e quantas ficaram de fora. As não mensuráveis e as de modelo trocado são contadas à parte e jamais entram na média. Um tipo sem nenhuma comparável mostra "sem média", porque média de zero itens não é zero.
Executando a intervenção
A execução reusa os playbooks que já existem no sistema: rodar um playbook sobre a intervenção materializa os passos como tarefas com prazo. Como a vertical de Educação é um módulo à parte, as tarefas nascem no registro que você escolher como âncora, normalmente o contato do aluno ou da família. Sem âncora, a intervenção continua registrável e você marca o andamento à mão; o que não existe é execução de mentirinha.