Beneficiários e a parede · quem pode ver quem é atendido
Pessoa atendida por um programa social não é público de captação. Esta página explica a parede do beneficiário: por que esse dado fica separado do dado de doador, quem consegue enxergar um caso, como funciona o acesso emergencial e por que todo acesso deixa rastro. É a regra mais rígida da vertical e ela não abre por cargo.
Por que o dado fica separado
O fato de uma pessoa ser atendida por um programa social é, em si, uma informação sensível. Ela revela situação de vulnerabilidade, condição de saúde, situação familiar ou judicial. Uma organização que junta essa lista com a de doadores corre dois riscos ao mesmo tempo: a equipe de captação enxergar quem é atendido, e um relatório ou uma exportação levar a lista para fora sem que ninguém tenha decidido isso.
Por isso o vínculo entre uma pessoa e o papel de beneficiária não fica junto dos demais papéis do constituinte. Ele vive de outro lado, e o acesso a ele é por autorização caso a caso, não por perfil de usuário.
O que é a muralha de um caso
Cada beneficiário tem uma lista própria de pessoas autorizadas, chamada na tela de Quem está na muralha. Quem cria o caso já entra nessa lista, junto com a equipe do programa que for indicada, senão a própria pessoa que cadastrou não conseguiria reabrir o que acabou de registrar. Depois disso, entrar ou sair da muralha é um ato explícito, e quem gerencia a muralha de um caso precisa antes enxergar esse caso.
Como a aba se comporta
- Abra o menu Terceiro setor e vá à aba Beneficiários.
- A lista já vem filtrada: aparecem somente os casos que você tem autorização para ver.
- Se você não está na muralha de nenhum caso, a lista vem vazia com a mensagem de que nenhum caso está visível para você.
- Clique num caso para ver Programa, Aberto em, quem está na muralha e a trilha de acesso.
A lista vazia não é erro nem falta de permissão genérica. É o comportamento correto: um sistema que dissesse existem 14 casos que você não pode ver já teria contado algo que não devia. Ser administrador do ambiente não abre a parede.
Acesso emergencial
Existe um caminho para o caso urgente em que alguém precisa ver um caso do qual não faz parte. Ele é um ato de administração, exige motivo escrito, vale por um tempo limitado e expira sozinho. Na trilha de acesso ele aparece destacado como rompimento de emergência.
O destaque é intencional. Entrar fora da muralha só se justifica se alguém puder ver depois que aquilo aconteceu, quem foi e por quê. É o que transforma uma exceção necessária em algo auditável em vez de um atalho silencioso.
A trilha de acesso
Toda leitura de um beneficiário é registrada, e o registro é acumulativo: entradas são acrescentadas, nunca corrigidas por cima. A trilha responde quem abriu, quando e se foi pela muralha ou por acesso emergencial. Ela é visível dentro da organização para quem gerencia o caso.
Onde a parede também vale
- Dado de beneficiário não alimenta captação: ele não entra em segmentação de doadores nem em lista de campanha.
- Ele não é usado para montar pedidos ao assistente de IA.
- Cada informação guardada na vertical tem uma classificação, e a classe mais protegida é justamente a de beneficiário, o que governa como esse dado pode ser mostrado, exportado e retido.
- O isolamento entre organizações continua valendo por cima de tudo: outra organização jamais vê um caso seu.
Dúvidas comuns
- Sou administrador e não vejo nenhum caso. É o esperado. Peça para ser incluído na muralha do caso, ou use o acesso emergencial com motivo, que ficará registrado.
- Posso colocar o beneficiário como um papel do constituinte para facilitar? Não. Esse papel é recusado de propósito, porque a lista de papéis é aberta à captação.
- Tirar alguém da muralha corta o acesso na hora? Sim, e o histórico de acessos anteriores permanece.
- A trilha pode ser limpa? Não. Ela é acumulativa: é isso que a torna útil numa auditoria.