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Agronegócio

Agronegócio · visão geral da vertical

A vertical de agronegócio adapta o SellioCRM ao ciclo de uma revenda de insumos, cooperativa ou trading: a safra passa a ser a dimensão que organiza o trabalho, o produtor rural vira o centro do relacionamento, o talhão carrega o plano de plantio e a venda circula por cotação, crédito, barter, contrato de grão e rastreabilidade. Ela é opcional e nasce desligada: um administrador precisa ativar em Configurações · Verticais. Esta página é o mapa das vinte abas da tela Agro e explica em que ordem usar cada uma.

O que esta vertical resolve

Um CRM genérico enxerga cliente, negócio e produto. No agronegócio isso não basta: a mesma venda depende da área do talhão, da cultura, da safra em curso, do limite de crédito do produtor, do grão que ele vai entregar no lugar de dinheiro e do compromisso socioambiental da propriedade. Em planilhas paralelas, o vendedor negocia sem saber o potencial real do cliente e o financeiro descobre tarde que o grão prometido nunca chegou.

A vertical de agronegócio traz esses fatos para dentro do sistema. Ela não substitui o CRM: soma. Funil, contatos, empresas, atividades, relatórios e o assistente de IA continuam funcionando como antes. O que muda é que aparece o menu Agro, com uma tela única dividida em abas, e que os dados de campo passam a conversar com o comercial.

Como ativar

  1. Entre como administrador e abra Configurações · Verticais.
  2. Localize a vertical Agro e ative.
  3. O menu Agro aparece na navegação lateral. Abra a tela e comece pela aba Safras.
  4. Se você abrir a tela Agro com a vertical desligada, verá a mensagem de vertical desativada e, se você administrar o ambiente, o botão de ativar ali mesmo. Quem não administra vê o pedido para falar com um administrador.
💡 Ativar não cria dado nenhum e não mexe no que já existe. Você liga, cadastra uma safra de teste e desliga se não for o caminho. Nada do CRM comum é alterado.

O mapa das abas

A tela Agro concentra vinte abas. Elas não são independentes: as primeiras montam a base que as últimas consomem.

  • Safras: a dimensão central, com nome, ano-safra, início, fim e estágios (planejamento, plantio, manejo, colheita, comercial).
  • Unidades: as unidades de medida do seu negócio (hectare, saca, tonelada, litro) e as conversões entre elas.
  • Produtores: o produtor rural, o grupo econômico a que ele pertence e a carteira do consultor que o atende.
  • Talhões: a propriedade e os talhões dentro dela, com área declarada, cultura e geometria no mapa.
  • Potencial: pacotes tecnológicos por cultura e o cálculo de potencial, valor comprado e lacuna por produtor.
  • Carteira: metas por carteira e safra, com a cobertura alcançada.
  • Visitas: registro de visita técnica com entrada e saída em campo e observações agronômicas.
  • Mapa: os talhões desenhados e o calor de produtores por safra.
  • Receituário: rótulos por cultura (dose, carência, reentrada) e a receita validada antes de emitir.
  • Preços: tabelas por safra, região, tipo e vigência, com resolução de preço por volume.
  • Cotações: a proposta ao produtor, por hectare ou por volume, inclusive gerada a partir de uma receita.
  • Crédito: linhas de crédito do produtor, garantias, exposição e a checagem de quanto ainda cabe.
  • Barter: a troca de insumo por grão, com o saldo físico e o saldo financeiro lado a lado.
  • Grãos: contratos de grão, fixação parcial de preço e recebimento com desconto de qualidade.
  • Compliance: as checagens socioambientais do produtor e a liberação excepcional com motivo.
  • Estoque: o espelho de estoque vindo do sistema de gestão e as reservas locais.
  • Rastreabilidade: o lote, o histórico de eventos e o código do QR que leva à página pública.
  • Painel: os números agregados da safra: produtores, propriedades, talhões, área planejada, potencial, comprado e lacuna.
  • Assistência: casos técnicos de campo, com problema, diagnóstico e ação corretiva.
  • Laboratório: amostras de solo, folha, grão, água ou praga, do envio ao resultado.

A safra é a dimensão, não um campo de texto

Quase tudo na vertical aceita uma safra: o plano do talhão, o potencial, a meta de carteira, a tabela de preço, o contrato de grão, o barter e o lote. É isso que permite comparar duas safras sem misturar números. Uma safra tem situação planejada, ativa ou encerrada, e aceita estágios que marcam quando começa o plantio e quando abre a janela comercial.

Quantidade é sempre valor mais unidade

Na aba Unidades você declara as unidades que usa e as conversões entre elas. Isso evita a confusão clássica de somar saca com tonelada. Os campos de volume da vertical guardam a unidade junto do número, e a produtividade do talhão governa a unidade do volume esperado.

Exemplo: A Agro Vale cadastra a safra Soja 2026/27, as unidades hectare, saca e tonelada, e a conversão 1 tonelada igual a 16,67 sacas. Cadastra o produtor João Bertoldo, a Fazenda Santa Rita com 3 talhões e, no talhão T1, área plantada de 120 hectares com produtividade esperada de 62 sacas por hectare. O sistema calcula o volume esperado de 7.440 sacas sem que ninguém digite esse número.

O caminho completo, do plano à entrega

  1. Crie a safra e as unidades.
  2. Cadastre o produtor, a propriedade e os talhões.
  3. Registre o plano do talhão na safra: cultura, área plantada e produtividade esperada.
  4. Monte um pacote tecnológico da cultura e calcule o potencial do produtor. O sistema mostra o potencial, o que ele já comprou e a lacuna.
  5. Visite o produtor, registre observações e abra um caso técnico se aparecer praga ou deficiência.
  6. Emita a receita agronômica com os produtos e doses. A validação confere as doses contra o rótulo antes de emitir.
  7. Gere a cotação a partir da receita informando a área. As linhas nascem por hectare, com preço resolvido pela tabela vigente.
  8. Confira o crédito do produtor e a situação de compliance antes de fechar.
  9. Feche a venda como cotação aceita, como barter (insumo agora, grão depois) ou pelo contrato de grão.
  10. No recebimento, registre o romaneio com umidade e impureza. O sistema desconta e calcula o volume líquido.
  11. Crie o lote, registre a origem no talhão e os eventos da cadeia. O QR do lote leva à página pública de rastreabilidade.

Além da tela interna

A vertical tem duas superfícies que ficam fora do sistema. O portal do produtor, em endereço próprio, deixa o produtor entrar com o e-mail autorizado e ver as próprias cotações, contratos, trocas, visitas e lotes. A página pública de rastreabilidade é o destino do QR do lote: qualquer pessoa com o código vê a origem e o histórico do lote, e apenas isso, sem nenhum dado comercial.

Permissões e limites

  • Ativar ou desativar a vertical é ato de administrador.
  • Com a vertical desligada, nenhuma tela ou consulta da vertical devolve dado, mesmo para quem tem o endereço.
  • Usuários com acesso somente leitura enxergam as abas, mas os botões de gravar recusam a ação.
  • Cada organização enxerga apenas os próprios produtores, talhões e contratos. Nenhum dado atravessa de uma organização para outra.
  • Excluir uma safra, um produtor ou um talhão que ainda tem registros dependentes é bloqueado ou remove o vínculo, dependendo do caso. Prefira encerrar a safra em vez de apagar.

Dúvidas comuns

  • Desligar a vertical apaga meus dados? Não. Os cadastros ficam guardados e voltam quando você reativa. Só param de aparecer.
  • Preciso usar todas as abas? Não. Muita revenda opera bem só com Safras, Produtores, Talhões, Potencial e Cotações. Barter, grãos e rastreabilidade entram quando o negócio pede.
  • O menu Agro não aparece. A vertical está desligada, ou você não tem acesso ao módulo. Peça a um administrador.

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